prefeitos de capitais renunciam para serem candidatos na eleição
A temporada eleitoral de 2026 começou a se definir com renúncias importantes de governadores e prefeitos de capitais. Onze governadores e dez prefeitos entregaram seus cargos para concorrer a outros postos, cumprindo a exigência legal de afastamento para evitar o uso da máquina pública em benefício próprio. O prazo para essa desincompatibilização terminou na noite de sábado, a seis meses do primeiro turno, e marcou o início de um processo que vai reorganizar a política nacional
Entre os governadores que saíram, dois disputam a Presidência — Romeu Zema e Ronaldo Caiado — e outros oito buscam vagas no Senado, que terá 54 das 81 cadeiras renovadas. A renúncia abre espaço para que os vices assumam e, em muitos casos, também se candidatem. No Rio de Janeiro, a situação é atípica: Cláudio Castro estava sem vice e o STF precisará definir se a eleição para o mandato-tampão será direta ou indireta, valendo apenas até o fim do ano
A saída do cargo não garante a candidatura, mas é condição obrigatória. A formalização ocorrerá em agosto, após as convenções partidárias e registro no TSE. Já os governadores que podem disputar a reeleição continuam à frente do Executivo, assim como o presidente Lula, sem necessidade de renúncia
No caso das capitais, os prefeitos que deixaram os cargos buscam governar seus estados, entre eles Eduardo Paes, no Rio, João Campos, no Recife, e JHC, em Maceió, que mudou de partido para disputar o pleito estadual. A mudança nas prefeituras envolve a posse dos vice-prefeitos e altera o cenário político local de forma imediata, refletindo na organização das campanhas e na composição das chapas
Cada renúncia traz histórias próprias. Gladson Cameli, do Acre, anunciou que tentará o Senado e passou o governo à vice Mailza Assis. Wilson Lima, no Amazonas, formalizou a saída às vésperas do prazo final sem anunciar seu destino eleitoral. Ibaneis Rocha, no Distrito Federal, e Casagrande, no Espírito Santo, também deixaram seus cargos com foco no Senado, enquanto Caiado e Zema se dedicam à corrida presidencial. Em Roraima, Antonio Denarium renunciou e mudou de partido, e o governo provisório terá que lidar com processos ainda pendentes no TSE
As decisões marcam o início da movimentação que vai definir candidaturas e estratégias em cada estado. Acompanhar quem sai, quem assume e quem permanece será fundamental para entender como se desenrola a eleição de 2026, que promete redefinir a política brasileira em vários níveis